As vezes, quando acordo
sou um barulinho, feito de cristais púrpuras pendurados na janela.
As horas passam, termino por evoluir, crescer, me expandir, sou a árvore no campo, agradecendo pelo sol.
Defino-me na tarde, como o beija-flor, sentado no galho, onde míra outra flor, para sugar-lhe o orválho.
E antes mesmo do anoitecer, sigo o caminho do sol poente, distribuo vermelhos a lá vontê, chego no escuro quase dormente.
E as horas passam novamente,
eu deitado, quase sonho
vejo estrelhas cantarem reluzentes, e assim, tão logo, sou um homen Sonho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário